
Fui por aí cambaleando
Bebendo esta água de beber
Escorregando na calçada infecta
Fui por aí vagueando
Liquefiz-me em porta certa
Rota a vida, imundo ser
Mas é preciso continuar
De porta em porta
Como um outro que penetra
E nem sempre acerta!
Que fazer?
-Pardonez moi, foi só um copo a mais
Ou talvez descurando os sinais
Um copo a menos para os meus ais!
Aqui hoje não janto,
Nem espaireço o meu pranto,
Talvez ali, na meia desgastada
Porei o meu corpo na arcada
Assobiarei aos mares
Vil porco desligado
Abraçarei o vidro – casta de azares
Rótulo demarcado!
Seco, suave, frutuoso… rubi
Forte, encorpado, cheio de leveza,
Esta merda de zurrapa que bebi
Titulo- VINHO DE MESA!...
Ah…
4 comentários:
Obrigada
Somos paradoxo
Volte
Beijos
Renata
Impossível não ficar impressionada com a força de suas palavras.
Em cada verso seu, em cada palavra escrita, uma cicotada na alma, que incauta, se deixa hipnotizar por sentimentos vagos...
Bjs
Acabo de encerrar meu blog.
Mas o gosto e o prazer por uma boa leitura é impossível encerrar...
Muito Obrigado pelas palavras ditas...
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